
Ave Boazinha Roupa Colorida das Almas. Mundo virou e ela parada. Carrego até hoje essa mesma pedra invisíveis. A casa dela de grades brancas e meninos enterrando terra em garrafas de vidro verde, desses que não existem mais. Eu nove anos. Ela comadre rezadeira dos altos. Acreditava em Nossa Senhora e todos os santos direitinho.
Trouxemos o café preto e foi aceso. Estalou mão nos meus quatro cantos e beijou uma planta na boca. Abriu porta dos mortos com segurança do movimento. Recantou a luz e me despejou flores muito lindas. É pela ceguidão do inimigo. Vingança paralisada e certezas grossas. Caminho aberto no céu e chão. Vai silêncios e cuidado com os objetos e olhos. Se precisar deixar, volta.